Os anjos da guarda das quatro patas
por Juliana Neves
por Juliana Neves
Animal também está nas preocupações de algumas pessoas. Apesar de seus problemas - aqueles problemas que todos têm! Dinheiro, educação, saúde - eles arrumam um tempo para se dedicar ao bem estar tanto dos seus bichinhos como daqueles que vagam sem donos nas ruas. Verdade seja dita, o ser humano é um ser extremamente altruísta se encontrar uma nobre causa pela qual possa lutar.
Essas pessoas são chamadas de protetoras! Desde sempre elas existem, e agem de todas as formas. Entretanto, com a grande força das redes sociais, os protetores aprenderam a usar essas ferramentas ao seu favor, sobretudo o Facebook. Vai me dizer que você nunca viu no seu Feed de Notícias (do Facebook) a imagem de um cachorro ou gato, de qualquer idade, que procura um dono que possa tirá-los das ruas? As fotos dos bichinhos bonitinhos se tornam virais, e entre um compartilhamento e outra curtida, quase sempre acham alguém que se apaixone de verdade e queira levar para casa. "Sempre quis adotar um cachorrinho, já tinha quatro em casa e pensei 'onde cabem quatro, cabem cinco.' Foi quando conheci o trabalho da ONG PetPE, no Facebook, e resolvi fazer a visita. Lá, me apaixonei por uma cachorrinha, ainda com dias de nascimento, que tinha sido cruelmente jogada na rua junto com seus dois irmãozinhos. Ela estava muito desnutrida e anêmica, por não ter mamado do leite materno. Agora, aos sete meses, ela é a cadela mais energética que já tivemos. Rezamos muito para que as pessoas que adotaram seus irmãos deem lares tão felizes quanto o que a nossa tem hoje," relata a dona de casa Adriana, 45 anos.
Tirando os animais da rua e achando lares temporários
Tem um espaço de sobra na sua casa e quer fazer algo bom com ele? Pois bem, animais são achados o ano inteiro. A grande preocupação dos protetores é com a multiplicação. A fórmula, quando avaliada na teoria, é simples: tirar das ruas, castrar e achar um lar. A primeira e a segunda fase são fáceis quando veterinários bem intencionados estão engajados com a causa.
Achar um lar amável para o bichinho, entretanto, pode não ser uma tarefa tão fácil. O grande coringa se encontra nas Feiras de Adoções, organizadas pelas ONGs e que acontecem periodicamente. Mas até chegar o dia do evento, protetores se prontificam para fornecerem lares temporários para os bichinhos até que eles achem um dono que possa cuidar e amar eles.
Pode não ser uma tarefa fácil. Os protetores que levam os bichinhos para casa, relatam que o coração aperta na hora de ir embora. "Cuido dos meus bichinhos como se fossem meus filhos, na minha casa tem sempre espaço para mais um. Mas a gente precisa deixar eles irem embora, para uma família onde podem ter condições melhores, é preciso de muitos recursos para manter tanto bicho," diz Raquel, 54 anos, uma protetora desempregada que já perdeu as contas de quantos cachorros e gatos achou na rua e trouxe para casa. Para se manter e manter os bichinho, a moça conta com a ajuda de outros protetores que sempre que podem levam um pouquinho de dinheiro, ração ou remédios para diminuir as despesas.
Se não pode adotar, ache um bichinho e seja padrinho
Adotar exige grande responsabilidade. Você não pode enjoar ou se cansar dele. Não pode jogar em qualquer lugar na rua quando perde o interesse, pensando que ele vai se adaptar à vida longe de casa. Acredite ou não, animais também tem sentimentos, eles sentem saudades, ficam tristes e entram em depressão. Esse também é um compromisso para ser honrado na saúde e na doença. Muitas pessoas têm vontade e condições financeiras para adotar um bichinho, são cheios de amor para dar, mas a rotina corrida, ou um apartamento pequeno impossibilitam de dar a atenção que o bichinho tanto quer e merece. Essas pessoas se tornam padrinhos de um bichinho. Quando o cachorrinho ou gatinho que está em um lar temporário não consegue uma família que possa levá-lo, os seus tutores não os colocam no meio da rua, eles buscam auxílio. Os padrinhos são aqueles que, mesmo que não levem o cachorrinho para a casa, fornecem alimentação, saúde e conforto para os animais, com uma quantia fixa no mês. "Nós não cobramos deles, é algo feito do coração. Pedimos que as pessoas que se inscrevem para serem padrinhos ou madrinhas, se comprometam a mandar sempre ração ou dinheiro para o bicho. É um ato de pura generosidade. Uma pessoa que se inscreve no apadrinhamento não pensa em ter nada em troca a não ser saber que está ajudando a salvar a vida não só no seu bicho, mas de vários outros que estão junto com ele," pontua Lúcia, 42 anos, protetora.
Essas pessoas são chamadas de protetoras! Desde sempre elas existem, e agem de todas as formas. Entretanto, com a grande força das redes sociais, os protetores aprenderam a usar essas ferramentas ao seu favor, sobretudo o Facebook. Vai me dizer que você nunca viu no seu Feed de Notícias (do Facebook) a imagem de um cachorro ou gato, de qualquer idade, que procura um dono que possa tirá-los das ruas? As fotos dos bichinhos bonitinhos se tornam virais, e entre um compartilhamento e outra curtida, quase sempre acham alguém que se apaixone de verdade e queira levar para casa. "Sempre quis adotar um cachorrinho, já tinha quatro em casa e pensei 'onde cabem quatro, cabem cinco.' Foi quando conheci o trabalho da ONG PetPE, no Facebook, e resolvi fazer a visita. Lá, me apaixonei por uma cachorrinha, ainda com dias de nascimento, que tinha sido cruelmente jogada na rua junto com seus dois irmãozinhos. Ela estava muito desnutrida e anêmica, por não ter mamado do leite materno. Agora, aos sete meses, ela é a cadela mais energética que já tivemos. Rezamos muito para que as pessoas que adotaram seus irmãos deem lares tão felizes quanto o que a nossa tem hoje," relata a dona de casa Adriana, 45 anos.
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| Imagem: Blog da Cachorrada |
Tem um espaço de sobra na sua casa e quer fazer algo bom com ele? Pois bem, animais são achados o ano inteiro. A grande preocupação dos protetores é com a multiplicação. A fórmula, quando avaliada na teoria, é simples: tirar das ruas, castrar e achar um lar. A primeira e a segunda fase são fáceis quando veterinários bem intencionados estão engajados com a causa.
Achar um lar amável para o bichinho, entretanto, pode não ser uma tarefa tão fácil. O grande coringa se encontra nas Feiras de Adoções, organizadas pelas ONGs e que acontecem periodicamente. Mas até chegar o dia do evento, protetores se prontificam para fornecerem lares temporários para os bichinhos até que eles achem um dono que possa cuidar e amar eles.
Pode não ser uma tarefa fácil. Os protetores que levam os bichinhos para casa, relatam que o coração aperta na hora de ir embora. "Cuido dos meus bichinhos como se fossem meus filhos, na minha casa tem sempre espaço para mais um. Mas a gente precisa deixar eles irem embora, para uma família onde podem ter condições melhores, é preciso de muitos recursos para manter tanto bicho," diz Raquel, 54 anos, uma protetora desempregada que já perdeu as contas de quantos cachorros e gatos achou na rua e trouxe para casa. Para se manter e manter os bichinho, a moça conta com a ajuda de outros protetores que sempre que podem levam um pouquinho de dinheiro, ração ou remédios para diminuir as despesas.
Se não pode adotar, ache um bichinho e seja padrinho
Adotar exige grande responsabilidade. Você não pode enjoar ou se cansar dele. Não pode jogar em qualquer lugar na rua quando perde o interesse, pensando que ele vai se adaptar à vida longe de casa. Acredite ou não, animais também tem sentimentos, eles sentem saudades, ficam tristes e entram em depressão. Esse também é um compromisso para ser honrado na saúde e na doença. Muitas pessoas têm vontade e condições financeiras para adotar um bichinho, são cheios de amor para dar, mas a rotina corrida, ou um apartamento pequeno impossibilitam de dar a atenção que o bichinho tanto quer e merece. Essas pessoas se tornam padrinhos de um bichinho. Quando o cachorrinho ou gatinho que está em um lar temporário não consegue uma família que possa levá-lo, os seus tutores não os colocam no meio da rua, eles buscam auxílio. Os padrinhos são aqueles que, mesmo que não levem o cachorrinho para a casa, fornecem alimentação, saúde e conforto para os animais, com uma quantia fixa no mês. "Nós não cobramos deles, é algo feito do coração. Pedimos que as pessoas que se inscrevem para serem padrinhos ou madrinhas, se comprometam a mandar sempre ração ou dinheiro para o bicho. É um ato de pura generosidade. Uma pessoa que se inscreve no apadrinhamento não pensa em ter nada em troca a não ser saber que está ajudando a salvar a vida não só no seu bicho, mas de vários outros que estão junto com ele," pontua Lúcia, 42 anos, protetora.
